Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A minha tentativa de escrever poesia!
A Cristina, lançou um desafio, mais uma vez aceitei!
Vou falar-vos da minha terra ... Costa Da Caparica
Reza a lenda
Há muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, apareceu por lá uma criança pobre, muito bonita. Ninguém sabia donde vinha, mas, apesar disso, um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dela. A criança trazia aos ombros uma velha capa. O velho reparou que a capa era de boa qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre.
Passados alguns anos, a menina tornou-se uma bela jovem. O velho estava às portas da morte e pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles momentos.
Quando o velho morreu, ela juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. A jovem ficou a viver naquele casebre e envelheceu sozinha. Na hora da sua morte, descobriu que a capa era afinal rica, ao encontrar uma verdadeira riqueza escondida no seu forro.
Junto do seu corpo, encontraram uma carta dirigida ao rei. Nela pedia que utilizasse o tesouro para transformar aquela costa numa terra onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica.
Á beira mar plantada, terra de pescadores, capital da arte xávega

Frente de praia extensa

Temos, em termos de gastronomia a famosa caldeirada, ou não fossemos um povo do mar.

Podia escrever muito mais, mas apenas deixo o convite, quando tudo passar vamos beber um copo com este cenário.
Vamos?

Neste desafio participo eu, a Oh da guarda peixe frito, a Concha, a A 3ª Face, a Fátima Bento, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, o José da Xâ, a Rute Justino, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor, a Gorduchita, a Miss Lollipop, a cantinhodacasa a Ana de Deus, e a bii yue
Nunca escrevi sobre este tema , não porque esteja esquecido, mas, porque embora não o queira esquecer é demasiado doloroso para lembrar.
Esta história, um bocadinho da minha história, aconteceu há muitos anos. Eu tinha 9 anos, uma criança, em toda a abragência dessa palavra. Muito ligada á mãe e ao irmão. O pai era a figura paternal e a figura de autoridade, nunca precisou bater-me ou gritar comigo, abria os olhos e eu já não sabia onde me meter.
Recordo-me que estávamos praticamente na páscoa quando tudo aconteceu...
Um domingo em que o meu pai saiu á tarde e não voltou mais ...
Esteve desaparecido durante uma semana, ninguém sabia dele.
Recordo a angustia e a tristeza da minha mãe e do meu mano, constantemente á procura dele, sem sucesso...
Recordo a dor e o medo que eu sentia, sem muito bem me aperceber a razão, mas sabia que algo grave, muito grave tinha acontecido, mas ninguém me explicava nada ...
Apareceu ao fim de uma semana... morto...
Nesse dia deixei de ser criança, perdi a inocência dos meus 9 anos, e nesse dia começou a nascer a mulher que vos escreve hoje !
Ana Mestre
O meu pai faria hoje 90 anos , roubaram-lhe a vida aos 54 anos!